Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/07/2019

A gravidez na adolescência deriva de diversos fatores e tem ocorrido em grandes proporções entre as brasileiras nos últimos anos, o que gerou inúmeros debates e reflexões. Pois, diferente do que muitos pensam, não é algo apenas indesejado pelas jovens, mas sim um problema socioeconômico e da saúde pública. Percebe-se então, que é de grande urgência que esse transtorno seja resolvido de forma responsável e efetiva.

Deve-se pontuar, inicialmente, que apesar da existência de métodos contraceptivos, muitos não os conhecem ou simplesmente decidem não usar, o que salienta a falta de educação e orientação sexual dentro das escolas e em casa. Mas quais riscos podem oferecer uma gravidez precoce? Segundo uma pesquisa de Havard meninas grávidas tem 60% a mais de risco de morte, depressão, ansiedade e agressividade, o que pode gerar aumento do abandono infantil.

Além disso, o centro de diagnóstico da maternidade Perinatal Barra estima que cerca de 58% das jovens brasileiras abandonam os estudos após a gravidez, o que futuramente acarreta na dificuldade do ingresso no mercado de trabalho. Como efeito, recomeça o ciclo da pobreza e desigualdade social, e mais uma vez cresce uma família desestruturada economicamente e socialmente frustrada.

Logo, é perceptível que esse cenário precisa ser revertido com eficácia. Portanto, para que os jovens possam dar um passo de cada vez e viver cada coisa em seu tempo, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com a cobrança efetiva do povo, iniciar projetos de educação sexual nas escolas, através de aulas, palestras, dinâmicas e apostilas que orientem devidamente esses indivíduos, projetando um futuro adequado para a população.