Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/07/2019
Segundo dados da ONU, Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez da América do Sul, com um índice de 65 gestações para cada 1000 meninas entre 15 e 19 anos. Assim, a maioria dessas não conclui o ensino médio e não chega a cursar o ensino superior, tendo que trabalhar para se sustentar. Esses dados comprovam a ineficácia das atuais campanhas de prevenção, feitas pelo Ministério da Saúde, e também a falta de uma maior abordagem desse tema em centros educacionais.
Em primeiro plano, pode-se constatar que as campanhas de prevenção a gravidez na adolescência ainda são muito superficiais, pois, muitas vezes, se limitam a explicação do uso de contraceptivos. Dessa forma, negligenciando o fato de que, muitas pessoas, não tem acesso a tais contraceptivos e que, principalmente as mulheres, deveriam ter uma facilidade maior em receber acompanhamento médico que as encaminhasse aos métodos mais adequados de prevenção.
Além disso, apesar de existir nas escolas a abordagem desse tema com crianças e adolescentes, essa não é tratada com a seriedade que deveria. Desta maneira, não é passada para essas pessoas a realidade de várias meninas que engravidaram durante a adolescência, não puderam fazer um planejamento familiar e as consequências dessa atitude que envolvem desde parar de estudar até ter que conciliar o trabalho com a maternidade.
Em suma, faz-se necessário amplificar a compreensão e as formas de abordagem desse tema. Para isso, é importante que o Ministério da Saúde amplie o atendimento médico-ginecológico em postos de saúde, através da contratação de mais profissionais designados para tanto informar as pacientes sobre métodos contraceptivos como achar os mais adequados em cada caso. Assim, diminuindo os índices de gravidez na adolescência e ajudando a conscientizar as pessoas sobre esse tema. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação incentive as escolas a promoverem projetos sociais para que os alunos consigam ajudar adolescentes que são mães e que não detêm tanta condição financeira, assim, colocando esses alunos em contato com essa realidade e promovendo também sua conscientização.