Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/07/2019
O filme “Juno” relata a história de uma menina de 16 anos que engravidou acidentalmente em uma única transa, a protagonista, decidida a abortar, desiste assim que chega na clínica, então, passa a procurar em jornais casais que adotem o bebê assim que ele nascer. Apesar de ser uma história fictícia, é semelhante a realidade das meninas brasileiras. Desse modo, deve-se analisar a desinformação acerca da educação sexual junto ao entrave cultural que coíbe a discussão sobre sexualidade.
Em primeira análise, é notório que a desinformação acerca da educação sexual semeia a problemática da gravidez precoce, pois decorre de uma crença equivocada das escolas, junto as famílias, de que a instrução sexual e suas prevenções pode incentivá-los a se tornarem sexualmente ativos. Entretanto, de acordo com uma publicação do site “GAUCHAZH”, no último ano do ensino médio, metade dos jovens já se tornaram ativos sexualmente, o que mostra-se indubitável a importância de um ensino sexual prévio.
Além disso, a influência histórica que a igreja tem sobre a sociedade, inclusive no tema sexo, faz com que o assunto seja pouco debatido na sociedade. Conforme a teoria “Habitus”, toda sociedade incorpora os padrões sociais impostos e os reproduzem ao longo das gerações. Dessa forma, a atuação do cristianismo na colonização impôs a exaltação da pureza sexual, assim, a comunidade brasileira incorporou essa imposição e naturalizou um enorme tabu quando o assunto é sexo. Isso é notório, visto que aproximadamente 15% das meninas de até 19 anos se tornaram mães somente no estado de São Paulo, segundo matéria do site “acidadeon”.
Diante dos fatos acima supracitados, é necessário que as Escolas, através do Ministério da Educação, criem um projeto de prevenção à gravidez, no qual consistirá na adição da matéria sobre educação sexual na grade curricular, por meio de profissionais especializados em educação sexual juvenil. Além disso, deve ser criado um fórum virtual para que a família em conjunto com os alunos tenha o direito de opinar e dar ideias para tais aulas, com o intuito de envolver a comunidade no combate da problemática.