Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 09/07/2019
Preconceito. Risco de vida. Estes são apenas alguns dos problemas/desafios que mães adolescentes enfrentam diariamente no Brasil. Dessa maneira, deve-se compreender que a OMS (Organização Mundial da Saúde) define como gravidez na adolescência, a ocorrida com pessoas entre 10 e 20 anos. Além disso, é importante evidenciar que essas são consideradas gestações de risco pela medicina. Por isso, faz-se necessário analisar o atual contexto brasileiro em relação a educação ofertada aos jovens e, também, o tabu - tema pouco discutido - a respeito das discussões sobre sexualidade, fatores que auxiliam na elevada taxa de gravidez na adolescência.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que, de acordo com a Unicef, 300 mil crianças nascem anualmente de mães adolescentes, sendo responsável por 18% da evasão escolar brasileira. Sendo assim, o abandono dos estudos aumenta os riscos de desemprego e consequente dependência econômica dos familiares. No entanto, “abrir mão” dos estudos em muitos casos, decorre do preconceito no ambiente escolar, vindo de outros alunos e inclusive de professores, sendo este prejulgamento uma consequência do patriarcalismo, que evidencia a menina sem marido que engravida, como vulgar.
Em segundo lugar, vale ressaltar que a falta de informação fornecida aos jovens é um agravante da situação; a família é responsável por auxiliar no desenvolvimento da criança, no entanto, por ser um tema tabu, os pais vêm evitando o assunto e muitas vezes acreditam que a Educação Sexual será responsável por incentivar seus filhos a tornarem-se sexualmente ativos. Como resultado, os adolescentes acabam por não terem alguém de confiança para auxilia-los em suas dúvidas, o que leva ao uso indevido de anticoncepcionais e preservativos, o que aumenta os riscos de gravidez. Além disso, a OMS indica que o o corpo de uma adolescente ainda não está preparado para uma gestação, o que coloca em risco a mãe e a criança da gestação.
Torna-se evidente, portanto, que são necessárias medidas imediatas para reverter o cenário no qual o Brasil se encontra. Dessa maneira, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, deve investir na educação, promovendo palestras nas escolas - visto que são instituições responsáveis pela formação humana - com especialistas em sexualidade infantil, para que dessa forma seja possível fornecer o conhecimento necessário sobre o tema para os jovens. Ademais, debates públicos devem ser promovidos, para instruir a família sobre a importância da responsabilidade sexual, para que o tabu social sobre a sexualidade não exista mais.