Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/07/2019
O capitalismo moldou uma nova forma de vida, inclusive nas relações familiares, pois com a rotina diária os pais não conseguem conversar com seus filhos sobre sexualidade, dessa forma os jovens recorrem a fontes de informações não confiáveis sobre o tema, como a pornografia, provocando a gravidez precoce, que além de ser um fenômeno social é também um problema de saúde pública.
Compreende-se assim que a juventude carece de informações mais embasadas sobre educação sexual, uma vez que os maiores casos estão ligados ao maior índice de falta de infraestrutura voltada a educação e saúde, tornando esse índice mais elevado nas regiões do interior do norte e nordeste brasileiro. Desse modo como não há promoção de campanhas e discussão sobre o tema em instituições públicas, como escolas e postos de saúde, soma-se também o tabu inserido na sociedade, que unidos acabam por gerar conflitos como esse.
Ampliam-se desse modo, as consequências, que poem em risco a vida da juventude brasileira, visto que de acordo com um estudo realizado por Harvard o risco de morte de adolescentes grávidas é sete vezes maior que de mulheres mais maduras, por conta da não formação completa do corpo. Ademais detectou-se também que as meninas-mães tem mais tendência a desenvolver depressão, por conta da exclusão social ao considerar que é recorrente a evasão escolar e o aumento da pobreza sabendo que a sociedade não dispõe de oportunidades de emprego para as jovens.
Nesse processo, cabe a secretaria da saúde e da educação unidas aos governantes municipais, a promoverem campanhas eficientes nos postos de saúde e rodas de conversas nas escolas, levando palestras tanto para os jovens como para os pais, afim de mostrarem a estes a importância da discussão do tema em casa e despertar na juventude a maior responsabilidade sobre a prevenção de gravidez precoce, afim de diminuir a incidência de casos, dado que o Brasil é o quarto colocado em maiores números de casos, no ranking mundial.