Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/07/2019
A adolescência, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), é a idade compreendida entre 10 e 19 anos, esta é a fase em que ocorrem diversas descobertas, sendo o início da vida sexual uma delas. Atualmente, é grande a parcela da população jovem que desconsidera a existência de métodos contraceptivos, com isso, observa-se não somente o aumento da contaminação por DST’s, mas também da gravidez indesejada. Ou seja, é notório o crescimento do número de casos de gravidez durante a adolescência, tal fato configura um grave problema social.
No contexto histórico, é possível observar que em períodos como a Idade Média não havia uma concepção clara de infância, tampouco uma fase correspondente à adolescência. A percepção de que existe uma etapa do desenvolvimento humano marcada por aspectos biofisiológicos e sociais, decorre de uma construção histórica e social que se consolidou no século XX. A década de 90 foi marcada por um intenso rejuvenescimento e inversão nos índices de fecundidade, tendo o número total de filhos tidos por mulheres ao longo do período reprodutivo (de 15 a 49 anos) aumentado em 11% entre 1980 e 2000. Entretanto, este aumento não ocorreu de maneira homogênea em todas as camadas sócio-econômicas, tendo maior expressividade entre jovens menos escolarizadas e de grupos economicamente desfavorecidos.
Paralelamente, observa-se que grande parte das crianças nascidas de uma gravidez adolescente são filhas de homens que não assumem os deveres inerentes à paternidade, que abandonam os filhos e as jovens mães, com a conivência silenciosa da sociedade machista e discriminatória em relação às mulheres. É importante destacar ainda, que existem casos em que a gravidez além de não planejada é resultado da relação sexual forçada, ou seja, um estupro, e que a jovem além de abalada física e psicologicamente deve lidar com o fruto da violação que sofreu, e em muitos casos as leva a correr risco de vida em clínicas de aborto clandestinas.
Almejando prevenir a ocorrência da gravidez na adolescência, fornecer serviços de pré-natal nos casos de gestação, além de diminuir a taxa de reincidência de gravidez precoce e promover o desenvolvimento adequado da criança, deve ocorrer a associação entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, que por meio de campanhas educativas e programas de saúde devem auxiliar não somente a descoberta sexual dos jovens mas também jovens que se enquadrem nos casos de gravidez. Desta forma, será possível reduzir os casos de gravidez na adolescência e também auxiliar os jovens que estejam enfrentando tal situação.