Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/07/2019

É inegável o fato que, no Brasil, a gravidez na adolescência é um fator que acresce, gradativamente, ano após ano, causando graves consequências ao cotidiano de uma sociedade. Paralelamente, torna-se imprescindível que essa realidade precisa, urgentemente, ser enfrentada de forma consistente, tanto pela população em propiciar atitudes de intervenção, quanto por autoridades em repercutir meios de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à desinformação sobre o tema e a desigualdade social.

Em primeiro plano, é notório o dever estatal de intervir, por meio de políticas públicas, com intuito de alterar esse cenário. Entretanto, na prática há um enorme descaso dos órgãos governamentais em disseminar informações acerca da educação sexual entre os jovens, já que não existe medidas para auxiliar a população em buscar formas de instruir os adolescentes sobre prevenção sexual e encorajá-los a se tornarem sexualmente ativos. Essa realidade está, diretamente, atrelada a uma pesquisa realizada pela empresa Gentis Panel, a qual evidenciou 52% dos brasileiros raramente ou nunca usam camisinha. Consequentemente, a inércia do Estado colabora com o aumento desse fator, expondo famílias à ausência do conhecimento das formas contraceptivas.

Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a diferença socioeconômica. Outrossim, em consoante ao jornal o Estadão de São Paulo, a desigualdade é evidente, porque 80% da população recebem no máximo três salários mínimos. Produto disso, resulta em jovens vulneráveis, na medida em que eles não têm acesso a uma educação de qualidade, tendo que interromper seu estudos para ingressar no mercado de trabalho e, por conseguinte diminui-se o grau de conhecimento elevando a probabilidade de relações desprotegidas.

Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir no descaso frente a essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação, através Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, crie um projeto de prevenção à gravidez, no qual consistirá a adição da matéria sobre educação sexual na grade curricular, além de um fórum virtual para que a família junto aos alunos tenham o direito de opinar e dar ideias para tais aulas, com o intuito de envolver a comunidade no combate a esse cenário. Ademais, é indubitável que a mídia e ONGs podem, por intermédio de propagandas, campanhas, reportagens e ações sociais, a fim de fomentar e sensibilizar a sociedade civil a cobrar das autoridades medidas cabíveis, com a finalidade de garantir melhores condições de vida.