Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/07/2019
Gravidez precoce no Brasil
A adolescência é um período de muitas mudanças nas vidas dos jovens, que envolvem questões fisiológicas e psicológicas, os hormônios estarão mais intensos do que nunca, alguma confusão mental ou crise existencial também poderão ocorrer. É nesse período que a vida sexual de muitos jovens inicia-se, dados apontam que até o último ano do ensino médio, quase 50% das meninas e meninos já possuem uma vida sexual ativa.
No Brasil, entre os anos de 2010 e 2015 a taxa de nascimentos a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos foi de 68.4, nestes dados da Organização Mundial da Saúde/ Organização Pan-Americana de Saúde, ainda podemos destacar que o Brasil é superado apenas por Bolívia e Venezuela, com 72.6 e 80.9, respectivamente.
Os problemas relacionados à gravidez precoce são diversos, muitos jovens não possuem uma boa relação familiar, o que faz com eles não tenham uma conversa sobre sexo com seus pais, que possuem um papel muito importante de orientação, as aulas sobre educação sexual nas escolas muitas vezes abordam apenas o tópico de doenças sexualmente transmissíveis, mas assuntos como prevenção não são enfatizados. Além disso, muitos adultos acreditam que conversar sobre orientação sexual fará com que os jovens iniciem sua vida sexual, mas isso não passa de um equivoco. Alguns jovens possuem apenas conselhos de amigos e pornografia como “orientação”.
Em vista da situação, podemos perceber que a falta de informação e prevenção é a maior causa para a gravidez na adolescência, por isso precisamos criar uma boa relação entre jovens, pais e escola, para que juntos os jovens possam receber a informação que necessitam, e pais e escola possam transmitir seu conhecimento da forma mais natural possível, além disso, é importante que nosso governo participe de forma mais explícita na vida dos jovens, propagandas curtas e objetivas poderiam ser transmitidas diariamente nos canais abertos, elas teriam o objetivo de informar sobre doenças e divulgar dados sobre o problema em nosso país, ainda poderiam reforçar que preservativos estão disponíveis gratuitamente em postos de saúde.