Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/07/2019
Gravidez na adolescência
Até a geração de nossas avós, as mulheres casavam cedo, geralmente antes de entrar na fase reprodutiva. Mais tarde, menstruavam e vinham os filhos, um atrás do outro, até a menopausa. Viviam em sociedades com taxas altas de mortalidade infantil, nas quais dar à luz dez vezes era a estratégia reprodutiva mais sensata para criar cinco ou seis sobreviventes. Na era da informática, ao contrário, o investimento na educação de uma ou duas crianças consome tanta energia, que os casais responsáveis planejam com extremo cuidado o tamanho de suas famílias.
Uma Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, realizada em 1996, mostrou que 14% das meninas dessa faixa etária já tinham pelo menos um filho e que as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior que meninas com maior taxa de aquisição.
Alguns especialistas afirmam que, quando a escola promove explicações e ações interativas, de formação sobre educação sexual, há uma baixa probabilidade de gravidez quando jovem e um pequeno índice de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens. É importante que, quando diagnosticada a gravidez, a adolescente comece o pré-natal, que é receber o apoio da família e do seu contexto social e tenha auxílio e acompanhamento de um psicológico e obstetra adequados para a situação. Um artigo científico produzido na Espanha dedicou-se a analisar a maneira que a gravidez na adolescência é retratada. Em alguns filmes e obras influenciam no estabelecimento de padrões de comportamento e interiorização de arquétipos socialmente construídos sobre o tema.