Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/07/2019
Em 1990, foi criada a lei 8.069, para instituir a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Entretanto, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes, de 15 a 19 anos, motivo para o qual o país ser classificado acima da média. Nesse contexto, devem-se analisar como a omissão familiar e a falta de informação causam tal problema e como combatê-lo.
A princípio, a omissão familiar é a principal responsável pela gravidez precoce no país. Isso porque, segundo o filósofo grego Pitágoras, é preciso educar as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. Ou seja, a família deve discutir e orientar seus filhos com relação às dúvidas, angústias, tabus e preconceitos frequentes nessa etapa da vida. Todavia, com base nos resultados da pesquisa feita pela Bayer, 41% dos jovens brasileiros não conversam sobre educação sexual com seus pais. Por consequência disso, os pais ficam cada vez mais distantes de assuntos importantes para dialogar com os filhos, como a gravidez na adolescência.
De outra parte, a falta de informação também causa o desafio do problema vigente. Visto que, a adolescência, idade compreendida pela Ciências da Saúde, entre 10 e 19 anos, é uma fase de várias descobertas. Isto é, o pico nos níveis hormonais, por exemplo, pode levar ao início da vida sexual, sendo capaz de acontecer de forma desprotegida. Com efeito, observa-se a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, além da gravidez indesejada nessa faixa etária.
Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar os casos de gravidez na adolescência. Em primeiro lugar, o Estatuto da Criança e do Adolescente deve, com o objetivo de buscar a compreensão, disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que mostrem aos pais as consequências que a omissão deles na educação dos filhos pode causar. Outrossim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve realizar debates e palestras dirigidas por médicos nas escolas, com o intuito de desconstruir a falta de informação e tirar dúvidas dos jovens. Desse modo, a lei de prevenção da gravidez na adolescência terá eficácia e o impasse deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.