Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 17/07/2019
‘‘Só existe opção quando se tem informação… Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhecer apenas o sabor limão.’’ Consoante a supracitada ideia de Gilberto Dimenstein, respeitável jornalista brasileiro, é fato que a gravidez na adolescência no Brasil segue o mesmo caminho, isto é, a adolescente gestante é conhecedora apenas do sabor limão, já que a ausência de informação e a desvantagem econômica são fatores determinantes.
Em primeiro lugar, é importante destacar que em função da carência de conhecimento as jovens acabam por tornassem mais propensas a engravidarem na juventude. Para exemplificar, tem-se o que foi exposto por uma das entrevistas do Profissão Repórter, no qual a jovem de 15 anos afirmava que não sabia como deveria utilizar a pílula anticoncepcional. Em vista dos fatos elencados, o enfoque na problemática no Brasil hodierno apenas serve de expositor das mazelas sociais presentes no país.
Por conseguinte, a desvantagem econômica também é fator contribuinte. Isto é, de acordo com o IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a região Nordeste possui a maior porcentagem do país ao tratar-se de gestação precoce, apresentando 32% de adolescentes grávidas prematuramente. Mediante o elencado, nota-se o avanço progressista da problemática, e indiscutivelmente medidas precisam serem realizadas.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população a respeito da problemática, urge que o Ministério de Educação e Cultura(MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas em escolas públicas e privadas que abordem a importância da utilização de métodos contraceptivos e como tais instrumentos devem ser utilizados. Somente assim, será possível conhecer outros sabores de sorvete, assim como exposto por Gilberto.