Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/07/2019
Sabe-se que o número de adolescentes e jovens grávidas tem subido no Brasil. As taxas de fertilidade juvenil registraram grande aumento nos últimos anos, principalmente, em populações que vivem em condições de vulnerabilidade e precariedade. É fato que a realidade vivida por essas jovens acaba por contribuir para uma gravidez indesejada ou não planejada, que trazem consequências para seu futuro.
Em primeira análise, pode-se observar que a falta do acesso à informação é um entrave para prevenção e conscientização da gravidez na adolescência. Muitas meninas desconhecem os mais diversos métodos de contracepção existentes e até mesmo como utilizá-los, tal fato tem como resultado a gravidez não planejada. A falta de planejamento da gravidez juvenil é evidente nas mais diversas regiões do Brasil, fruto da ignorância, apontada pelo dramaturgo Goethe, quando afirma que nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação.
Em segunda análise, observa-se, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola. A evasão escolar é uma consequência da gravidez na adolescência, que compromete o futuro das jovens, no que diz respeito ao término do Ensino Regular tardio e, consequentemente, na maior dificuldade de alcançarem uma vaga no mercado de trabalho posteriormente.
Conclui-se, portanto, a necessidade de atuação do Governo Estadual em parceria com o Ministério da Educação na criação de programas e palestras de prevenção a gravidez na adolescência nas escolas, além de trabalhos de educação de nível individual no planejamento do futuro, para que haja diminuição do número de gravidez de jovens e adolescentes. Com tais implementações, haverá maior desenvolvimento social e educacional no Brasil.