Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/07/2019
Na série americana “The society” somos introduzidos a personagem Becca que enfrenta um dilema vivido por inúmeras jovens brasileiras, a gravidez precoce, dentro deste cenário a realidade e a ficção trabalham com os mesmos elementos e consequências. Sendo assim, esse impasse pode gerar problemas físicos e sobre tudo psicossociais à mãe e à criança.
Assim, o autor José Gabriel da Cunha acerta quando diz que “Um país que não investe na educação, coloca uma barreira na sua evolução.” Dessa forma, a situação se mostra como questão de saúde e educação pública, pois relaciona-se ao nível educacional quanto a instrução sexual e uso de preservativos.
Ademais, no Brasil em cada grupo de mil meninas com idade entre 15 e 19 anos, 68 engravidam, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), índice que supera a média da América do Sul. Desse modo, o risco de morte materna se duplica entre mães com menos de 15 anos, ainda de acordo com a OMS, assim como há o aumento de partos prematuros, abortos espontâneos e Má formações fetais.
Outrossim, as complicações sociais e psicológicas se tornam extremamente presentes na vida de jovens, pois, 75% das adolescentes que têm filhos estão fora da escola, segundo levantamento realizado pela plataforma G1, problemas familiares, comunicar a gestação na família, muitas vezes é motivo de conflito e rejeição dentro do lar, além do sentimento de exclusão com relação as amizades.
Portanto, entende-se que há a necessidade de evitar a gravidez precoce por inúmeros fatores. Logo, precisa-se que os jovens obtenham as informações necessárias sobre prevenções e consequências, então o Ministério da Educação deve instituir aulas obrigatórias sobre educação sexual, para todo o Ensino Médio nacional. Além disso, o Ministério da Saúde deve investir em métodos contraceptivos e sua respectiva distribuição para todos os cidadãos.