Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/07/2019

Em um episódio da série do Bom Dia Brasil “Educação: nosso lugar no mundo”, a emissora Rede Globo aborda sobre como a Colômbia elevou sua posição no ranking de avaliação internacional de educação. Nesta reportagem, o professor Luis Miguel Bermúdez destaca-se mediante sua iniciativa, pois, criou a disciplina de cidadania sexual reduzindo a zero o número de adolescentes gestantes na escola em que ele leciona, tendo esta, média anterior de setenta alunas grávidas todos os anos. Infelizmente, um resultado como esse não faz parte da realidade dos brasileiros e, a gravidez na adolescência, contribui para a existência de diversos impasses como a evasão escolar e até mesmo, a morte materna.

Segundo o Censo Escolar de 2018 realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil tem aproximadamente 2 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola. Apesar de a gestação antecipada não ser o principal motivo pelo qual milhares de jovens abandonam as instituições de ensino, ainda é um fator preocupante, já que, o valor da taxa de nascimentos estimada pela a OMS em 2015 no Brasil é de 68,4 a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos e ao conceberem seus filhos, muitas destas mães preferem optar por interromper os estudos devido as muitas dificuldades que sua nova condição implica.

Ademais, de acordo com a Save the Children, uma organização de defesa dos direitos da infância, a gravidação é a principal causa de morte entre adolescentes em todo o mundo. Isso se dá porque seus corpos ainda não estão preparados para os processos que envolvem uma gestação, podendo gerar lesões ou levar ao falecimento. Portanto, são necessárias medidas para que hajam mudanças nesse cenário lamentável.

Com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério de Educação e Cultura deve promover a execução de um projeto de caráter preventivo , por meio de verbas governamentais, nas escolas públicas e privadas, que chamaria “Juventude Saudável e Informada”. Nele, os adolescentes participariam de palestras, oficinas e debates realizados com a presença de profissionais aptos para falar da educação sexual e de como essa instrução é importante para uma melhor qualidade de vida dos mesmos, além de fornecer, após consultar os responsáveis legais de cada aluno, alguns métodos contraceptivos gratuitamente.

Dessa forma, possivelmente haverá uma redução dos índices de fecundidade precoce, tal como na Colômbia, atenuando assim, a evasão escolar e questões prejudiciais a saúde, podendo evitar muitas mortes, e então, dar oportunidade a juventude brasileira de fazer escolhas conscientes e proporcionar um futuro melhor para o país.