Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
“Segure suas cabras que meu bode está solto”, ditado popular, em um país que possui uma média maior que a mundial, de gravidez entre adolescentes e jovens de 15 a 19 anos (68,4 contra 46 nascimentos a cada 1 mil), que demonstra, historicamente, uma cultura de desigualdade de gênero, reforçada por modelos infantis de estórias de “princesas” subordinadas e submissas a seus “príncipes”. A contemporaneidade dos tempos permite acesso facilitado e abundância em informações sobre sexualidade, além de discursos de emponderamento feminino, que têm a necessidade de se adaptar ao público alvo, meninas em situação de vulnerabilidade social e econômica.
Além da abordagem sobre sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis e prevenção de gestação indesejada, deve-se dar acesso às ferramentas contraceptivas. As escolas, têm papel imprescindível, ao trazerem informações sobre a importância da prevenção, do uso e dos tipos de contraceptivos, enquanto que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), já instaladas, têm papel fundamental no atendimento da saúde da família e neste sentido, na distribuição de métodos tradicionais (preservativos femininos e masculinos, pílulas anticoncepcionais), bem como implantação de dispositivos intrauterinos e os de contracepção de emergência.
Tanto como este cenário, a luta pela igualdade de gênero, vem sendo travada por diversos setores, já se vê nos desenhos, filmes e novelas, mulheres desempenhando papéis de importância social, mulheres com propósitos, diferentemente do até então praticado por elas na sociedade. Essa inspiração para meninas, principalmente, em condições de pobreza, aumenta sua perspectiva da vida, além daquelas de casar, ter filhos e sair da casa dos pais. Desta maneira, ganham embasamento para tentar mudar a própria realidade e de sua família, com base nas oportunidades de estudo.
Trocar a imagem feminina na sociedade e dar à ela o poder sobre seu futuro proporciona, portanto, o engajamento sobre suas decisões, baseado em esperança de que suas atitudes são capazes de gerar resultados diferentes. Logo, a união de forças Federais, no financiamento de campanhas publicitárias na tv e distribuição de verba para a implantação dos métodos contraceptivos nos estados e municípios,. Ações escolares de prevenção à gravidez na adolescência e o engajamento de ongs em comunidades com objetivo informar a população sobre a necessidade de utilizarem dos métodos fornecidos pelas UPAs, bem como o estímulo ao emponderamento da figura da mulher na sociedade, fazendo-a mais ativa e responsável pelo seu futuro, poderão atenuar a posição do Brasil no ranking de gravidez entre as tão jovem, já que além de um número, é uma dura realidade com repercussão em círculo.