Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/07/2019
Na série norte-americana “Sex Education”, a protagonista adolescente - Maeve- realiza um aborto em uma clínica clandestina devido ao pensamento retrógrado do seu pai que a expulsou de casa. Analogamente, fora da ficção, tem-se a gravidez na adolescência como reflexo de um país não desenvolvido, consequência da falta de debate sobre o tema tanto na escola quanto em casa. Logo, medidas sociais e governamentais são necessárias para mitigação do impasse.
Em primeira análise, pontua-se sobre a baixa estrutura pública educacional na questão de dialogar com os estudantes sobre educação sexual, já que não fomenta profissionais para esta atividade com o corpo discente. Segundo Lia Zannata, psicóloga especialista no assunto, os debates sobre sexualidade e sexo é importante para diminuir o índice de gravidas precoces. Dessa forma, fica nítida a necessidade de fornecer aos estudantes um contato direto com a temática, por meio de psicólogos e palestras, para que assim esses consigam se prevenir e ter um maior cuidado com sua vida sexual e, por conseguinte, reduzir o número de adolescentes grávidas no Brasil.
Outrossim, tem-se o tratamento do assunto como algo sigiloso no elo familiar como outro colaborador para extensão da problemática, uma vez que os pais tratam o sexo como tabu e não dialogam com seus filhos sobre relacionamentos e as transformações causadas pela puberdade. Tal fato se correlaciona com a assertiva do filósofo engajado em questões sociais - Mário Sérgio Cortela- esse afirmava que para moldar um bom cidadão é necessário uma boa educação escolar e parental. Nesse contexto, fica clara a importância da conversa aberta no campo familiar, desta maneira pais conseguirão contar suas experiências e auxiliar seus filhos sobre sexualidade. Todavia, o que ocorre é o inverso, ou seja, a pressão familiar destrói o ambiente saudável e desencadeia problemas psicológicos nos juvenis, como depressão, bipolaridade e crises de ansiedade, pondo em risco a vida da grávida com tentativas de aborto com medicamentos ou em clínicas clandestinas.
Portanto, para conseguir reduzir os casos de gravidez na adolescência , é necessário que o Ministério da educação, por meio dos veículos midiáticos, elaborem programas e campanhas socioeducativas com a promoção de palestras sobre educação sexual e disponibilidade de profissionais da área, como psicólogos e sexólogos, para todo o corpo estudantil. Tais campanhas também serão disseminadas nas redes sociais, como Twitter e Instagram, com o intuito de sensibilizar toda população sobre sexualidade, bem como gravidez precoce e DSTs. Somente assim, a realidade brasileira distanciar-se-á da retratada na ficção de “Sex Education”.