Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
Por que em pleno século XXI, mediante fácil acesso à diversidade de informação, ainda é notória uma alta taxa de gravidez na adolescência?No Brasil, esse número ainda preocupa e evidencia a necessidade de uma abordagem mais aprofundada pelos responsáveis dessas crianças e uma maior relevância estatal ao assunto.
Às vezes, é embaraçoso e desconfortável, para uma criança, dialogar sobre sexo e métodos contraceptivos com seus pais. Porém, a ausência desse tipo de conversa familiar tem feito com que haja uma busca pelos detalhes acerca do tema em sites pornográficos ou com amigos na mesma faixa etária. Isso, evidentemente, não trará um conteúdo preciso e informacional.
Há, também, além da distância entre pais e filhos, falta de proximidade do Estado para com estes jovens. Pode-se verificar que há muita divulgação em escolas e hospitais sobre as DST’s - também assunto relevante-, mas explicitar a importância de evitar a gravidez tão cedo, essa não tem sido uma prática visivelmente utilizada pelo poder público.
Logo, observa-se uma preocupação com índices altos no aspecto da gravidez na adolescência. A família deve iniciar o diálogo sobre sexo apoiando-se em profissionais da área da saúde, não transferindo tal responsabilidade para a formação educacional nas escolas. Além disso, uma mudança de postura dos hospitais, públicos e privados, e da publicidade, quaisquer que sejam os meios de comunicação, deve ser observada, trazendo o foco para narrativa de se evitar a gestação e não, apenas, nas doenças sexualmente transmissíveis.