Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/07/2019

Durante o período colonial, no Brasil, era comum o casamento de mulheres adolescentes, devido a interesses comerciais, contribuindo para o crescimento de mães precoces. Analogamente ao fato supracitado, o país passa pela mesma problemática no século XXI, transformando uma gravidez, que outrora era forçada, em uma cega aos métodos contraceptivos, convergindo para problemas de saúde.

Uma gestação prematura compromete o futuro da progenitora e corrobora para uma projeção, da mesma situação, na criança que, também pode sofrer maus tratos, passar infortúnios e até ser abandonada. Por conseguinte, a Organização Mundial da Saúde (OMS), coletou dados entre 2010 e 2015 e relatou que o Brasil detém 68,5 nascimentos a cada 1000 adolescentes entre 15 e 19 anos, tornando perene a blindagem, de uma parcela da população, sobre métodos para evitar a gravidez.

Não obstante, a saúde da mãe e do filho corre risco, haja vista que o organismo feminino não está desenvolvido por completo, contribuindo para abortos espontâneos, crianças prematuras, má formação fetal, risco de depressão pós parto, rejeição da progênie e até morte durante a concepção. Dessa maneira, o filósofo grego, Aristóteles, discorre que a educação tem raízes amargas mas seu frutos são doces, outrossim, a falta dela corrompe o discernimento que pode evitar a consumação de um ato sexual desprotegido.

Ser mãe na adolescência, portanto, é um problema que várias brasileiras despreparadas enfrentam. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve selecionar médicos voluntários para gravarem um vídeo, que informe a realidade sobre gravidez precoce, mostrando os impactos negativos e instruindo a primazia do uso de métodos contraceptivos. Paralelamente, o material digital deve ser divulgado, principalmente, nas redes sociais, as quais detém maior atenção dos jovens, norteando a eficácia do material digital, mitigando as estatísticas da OMS e impelindo os bons frutos aludidos por Aristóteles.