Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
A personagem Florinda, do livro " O Cortiço" de Aluísio Azevedo, fica grávida aos quinze anos de idade. Analogamente, a gravidez precoce é evidente na vida de várias adolescentes brasileiras. Nesse panorama, não se deve negligenciar a ausência de mecanismos preventivos e de assistência social após o período gestacional.
Sob a égide psicológica de Lev Vygotsky, a escola não deve se distanciar do aspecto social. Entretanto, a transgressão dessa perspectiva corrobora a escassa prevenção à gravidez na adolescência nos centros de ensino. Nesse sentido, é lamentável a existência de planos pedagógicos voltados apenas para transmissão de conteúdos, visto que muitas grades não incluem atividades extracurriculares, como orientação sexual em grupos e individuais.
Sob outro viéis, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a maternidade deve receber assistência especial. Todavia, essa premissa é descumprida no Brasil, sobretudo na relação gestação precoce e ambiente escolar. Nessa lógica, deploravelmente, muitas adolescentes grávidas não recebem apoio nas instituições de ensino, como acesso à berçário nos horários de aula, por conseguinte, aumentam os índices de evasão escolar e vulnerabilidade social.
Destarte, com intento de prevenir os casos de gestação precoce, como o da personagem Florinda, é imperioso que o Ministério da Educação, mediante modificação na grade formativa, promova o contrato de profissionais, como agentes de saúde e psicólogos para orientar sexualmente os jovens. Outrossim, urge centros de ensino em parceria com ONG’s, por meio de projetos comunitários, como berçários, mitigar os casos de evasão escolar e fomentar uma sociedade mais equânime.