Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
O número de adolescentes grávidas, no Brasil, é alarmante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país tem 68,4 bebês nascidos a cada mil meninas de 15 a 19 anos, esse índice supera a média mundial que é de 46 nascimentos a cada mil. Sendo assim, aliado ao fato de que famílias de baixa renda estão mais vulneráveis a tal tipo de situação, a quantidade de jovens gestantes evidência a desigualdade social que fragiliza as relações familiares. Dessa forma, é imprescindível o controle da natalidade nessa faixa etária, visto que configura um problema social e de saúde pública.
Primeiramente, diante da busca por acúmulo de bens, a sociedade capitalista, de acordo com a necessidade financeira dos indivíduos, impõem ao proletariado o trabalho intensivo, fazendo com que muitas crianças cresçam na ausência dos pais. Não obstante, a falta de educação familiar, juntamente com fatores como a baixa escolarização e precárias condições financeiras estão diretamente relacionadas à gravidez na adolescência. Prova disso, o livro “O Cortiço”, do naturalista Aluísio Azevedo, retrata como o meio social determina o comportamento humano, explicando a gestação de crianças como consequência dos subúrbios.
Outrossim, a precariedade dos postos de saúde é outro fator que potencializa o número de meninas gestantes. Muitas dessas instituições nem sempre oferecem anticoncepcionais, e a pílula do dia seguinte é racionada. Além disso, o uso de camisinha é um preconceito para os meninos, pois alegam que o preservativo atrapalha o prazer sexual. Tal realidade, aliada à falta de informação e conhecimento sobre os preservativos, a gravidez se vê como o destino destas jovens que se encontram despreparadas para enfrentar a realidade de ser mãe.
Portanto, é evidente que as condições econômicas e sociais, assim como, a falta de infraestrutura das agências de saúde contribuem para o surgimento de adolescentes grávidas. A fim de proporcionar qualidade na área da saúde e informação aos indivíduos, cabe à Secretaria da Saúde proporcionar campanhas informativas sobre as consequências do sexo desprotegido e disponibilizar métodos contraceptivos eficazes nos postinhos, por meio da comunidade médica de cada região que tenham experiência comprovada nesse cenário e que se apresentem próximos às famílias. Diminuindo, assim, a gravidez na adolescência e permitindo que estas jovens tenham oportunidades de se ingressarem no mercado de trabalho e se diferenciarem diante da desigualdade social.