Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/07/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito a saúde e bem estar social. Conquanto, o grande número de gravidez precoces em adolescentes, impossibilita que grande parte da sociedade desfrute desses direitos na pratica. Diante dessa perceptiva, cabe avaliar os fatos que favorecem esse quadro.
Apesar de toda modernização, a vida sexual dos jovens ainda é cercada de tabus. A desinformação acerca da educação sexual é o principal fator da gravidez precoce, visto que deriva de uma crença equivocada das escolas, junto às famílias e a religião. Isso acaba retendo informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes, que têm iniciado cada vez mais cedo a vida sexual e que são vítimas da própria ignorância.
Faz-se necessário, ainda, salientar que a industrialização e a modificação social que ela trouxe faz com que as famílias percam parte do tempo que antes era destinado para a educação das crianças e adolescentes. Sendo assim, a educação dos filhos, acaba sendo terceirizada, o que afeta diretamente a educação sexual da vida de muitos adolescentes.
Torna-se evidente, portanto, que é por meio da educação que a gravidez precoce será combatida. Por isso, cabe ao MEC a promoção de palestras com especialistas em sexualidade juvenil, em escolas de nível médio sobre a importância da responsabilidade sexual, para que assim os conhecimentos necessários para um possível início da vida sexual sejam ofertadas aos jovens e o tabu social sobre sexualidade possa ser quebrado. Além disso, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas de de divulgação dos métodos anticonceptivos que são ofertados nas redes públicas de saúde, a fim de prevenir os riscos de várias doenças. Dessa forma, o Brasil poderia superar seu alto indice de gravidez precoce.