Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
Na antiguidade Greco-romana as manifestações artísticas de exaltação da nudez e do corpo humano era algo comum, porém, ao longo da história, o tabu do sexo foi solidificando-se nas relações humanas, e na sociedade moderna a educação sexual dentro da família é praticamente inexistente. Diretamente, mas não unicamente, relacionada aos tabus que envolvem o corpo humano, a gravidez na adolescência é uma consequência dessa problemática de falta informação e esclarecimento, tornando-se um problema social e de saúde pública onde negligenciá-lo pode acabar custando caro.
A principal causa da gravidez no período da adolescência é a falta de informação e conscientização direcionada aos jovens sobre o início da vida sexual dos mesmos. Conhecimento a respeito das causas e consequências de DST’s (doenças sexualmente transmissíveis) na vida dos adolescentes são muito mais difundidas que informações sobre planejamento familiar e contraceptivos. Muitos adolescentes não possuem a consciência da mudança drástica que gerar uma criança promove, ademais, vale ressaltar que a gravidez na adolescência verifica-se em maior número nos adolescentes de alta vulnerabilidade econômica. Fruto da precária elucidação no que se refere à gravidez, os jovens pais e mães acabam arrependendo-se ao deparar-se com inúmeras dificuldades após o nascimento dos filhos. Desempenhar diferentes papéis como educar, cuidar dos filhos, trabalhar e estudar, tornam-se desafios intensos na vida desses adolescentes.
Dentro desse contexto, consequências como evasão escolar e abandono parental são comuns. A Fundação Abrinq aponta a gravidez precoce como a principal causa da evasão escolar, e no que se refere ao abandono parenta, mais de 5 milhões de brasileiros não possuem o nome do pai no seu registro de nascimento segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além do viés social, a questão da gravidez precoce é um problema de saúde pública, pois o corpo de uma adolescente de 13 anos, por exemplo, não possui condições psicológicas ou físicas para um parto natural tranquilo, o que acaba resultando em intervenções cirúrgicas como cesárias, e em casos extremos, óbito da adolescente.
Para que os jovens brasileiros e a sociedade não acabe pagando um preço tão caro pela falta de orientação, o papel das escolas e da família acerca da educação sexual dos adolescentes deve ser feito de maneira integrada, campanhas que unam os jovens aos seus pais dentro das escolas sobre tudo que envolve o início da vida sexual devem ser feitas com o apoio do ministério da educação e cultura (MEC), de forma a esclarecer e quebrar os tabus que envolvem essas questões, pois parafraseando o escritor barroco Padre Antônio Vieira, a educação vale mais que ouro.
papel da escola e da família machismo sobre o início da vida sexual e abandono parental mais de 5 milhões de brasileiros não tem o nome do pai no registro de nascimento segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística
o escritor barroco Padre Antônio Vieira, “A boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor”