Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/07/2019
A adolescência é considerada pelas pessoas como a fase mais difícil da vida. Dentre os diversos problemas que um adolescente enfrenta, o que mais preocupa a família e os educadores é a gravidez. Com taxas cada vez mais elevadas no país, essa questão está em foco na mídia e nas reuniões escolares. Torna-se cada vez mais necessária a adoção de medidas preventivas e de planejamento familiar para evitar que jovens, muitas vezes sem condições financeiras, tenham filhos precocemente.
Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães com idades entre 15 e 19 anos. Esse índice reflete a falta de estrutura básica de muitas famílias, como a falta de acesso à educação básica. De acordo com a Unesco, mais de 100 milhões de crianças, das quais 60 milhões são meninas, não tem acesso ao ensino primário. Como a relação sexual ainda é um tabu para muitos tutores, é na escola que os jovens aprendem sobre os métodos contraceptivos e o corpo humano. Não frequentá-la é uma porta de acesso para instaurar a ignorância a respeito desse tema.
Soma-se a isso a cultura contemporânea, que popularizou o hábito de ter relações com múltiplos parceiros e sem nenhum tipo de proteção, o que acarreta também na transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Parafraseando Richard Parker, diretor-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, o Brasil vive uma epidemia violenta de HIV que tem seu foco nos jovens.
Uma ação imediata seria, portanto, adotar políticas de conscientização, como palestras em escolas e documentários educativos na TV, utilizando como veículo os programas que os adolescentes costumam assistir. Disponibilizar psicólogos para conversar sobre esses temas com os alunos nas escolas também é uma ótima opção, já que muitos deles não costumam conversar com os pais.
Outrossim, é preciso censurar conteúdos impróprios para jovens e que estão em foco na mídia, já que acabam por influenciá-los.