Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/07/2019
Nos séculos passados, os casamentos forçados e com meninas ainda na pré-adolescência eram um fato recorrente, o que, consequentemente gerava a gravidez precoce. No Brasil, tal fato ainda continua se propagando pelo país: a cada 1000 meninas de 15 a 19 anos, existem 68,5 delas, grávidas. Dois pontos importantes devem ser analisados diante os fatos: em primeiro plano, temos que a gravidez na adolescência prejudica a saúde das jovens e, somado a isso, a falta de debate sexual nas escolas e entre a família contribui para o desconhecimento dos adolescentes sobre os métodos contraceptivos.
No que se refere a saúde das jovens na gravidez, percebe-se que, existe um agravamento na vida das futuras mães. Segundo Carissa F. Etienne, diretora da OPAS, a geração de um bebê ainda na adolescência dificulta o desenvolvimento psicossocial da jovem e ainda pode criar deficiências na sua saúde, além de um maior risco de morte materna.
Outrossim, observamos que há uma precariedade na discussão sobre os métodos contraceptivos diante as crianças e adolescentes. Existe uma ênfase nas escolas sobre a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, porém, percebemos que a prevenção da gravidez é deixada de lado. Os jovens desconhecem os variados métodos contraceptivos e como utiliza-los ou a quem recorrer caso seja necessário. Na série de TV britânica Sex Education, o protagonista do seriado, passa a dar dicas sobre sexo aos seus colegas da escola, isso por que sua mãe, sexóloga, mantém um dialogo aberto com ele sobre o assunto, sendo assim o jovem tem mais discernimento do que seus amigos.
A gravidez na adolescência é, portanto, evidente no Brasil. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com as escolas promovam campanhas e aulas didáticas capazes de focar e ensinar aos alunos, especificamente sobre os métodos contraceptivos. Desta forma, iremos desenvolver a consciência dos jovens e evitaremos a gravidez precoce.