Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/07/2019
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez é considerada precoce quando a menina engravida entre 10 e 19 anos. Nesse sentido, tem-se observado que esse é um problema bastante comum no Brasil, responsável por uma preocupação das autoridades com o estado físico e mental da mãe e com as implicações sociais que isso traz. Dessa maneira, analisa-se que essa problemática persiste devido à falta de educação sexual em casa e às características biológicas dessas meninas.
Mormente, avalia-se que, de acordo com o sociólogo Talcott Parsons, as famílias são fábricas que produzem personalidades humanas. Diante disso, infere-se que o papel principal na formação do jovem é dos pais e que o fato de muitos desses tratarem a educação sexual como algo depravado corrobora para o aumento dos números de gravidez precoce, haja vista que a falta de instrução priva-as do perfeito entendimento acerca da importância dos contraceptivos e preservativos, além de abalarem a confiança entre pai e filho. Logo, está claro que “fábricas” extremamente conservadoras produzem jovens suscetíveis a uma gravidez indesejada que afetará seu futuro e de pessoas ao seu redor. Outrossim, é de extrema relevância ressaltar que um estudo da Harvard Medical School comprovou que adolescentes têm sete vezes mais riscos de morrer no parto do que uma adulta, uma vez que não possuem o corpo totalmente desenvolvido. Em face a isso, há uma grande preocupação social com as condições físicas dessas jovens, já que esse fato demonstra a seriedade dessa mazela na civilização por usurpar a vida de pessoas com grande potencial para a sociedade. Portanto, são necessárias medidas que minimizem ao máximo a ocorrência desse tipo de gravidez.
Destarte, fica evidente que a gravidez na adolescência é um problema social que priva jovens de uma vida plena e equilibrada e que isso deve ser combatido com urgência. A princípio, é necessário que haja diálogo entre pais filhos, o que deverá acontecer por intermédio das escolas, que poderão fazer um projeto de educação sexual junto aos alunos e seus responsáveis, o qual deverá contar com o auxílio de psicólogas e ginecologistas, de forma mais técnica possível, para que os pais aos poucos abram suas mentes para o tema e livrem-se do tabu cercado por ele, pois esse é o melhor método de evitar uma gestação precoce. Ademais, é preciso garantir uma melhor qualidade de vida para aquelas que já engravidaram, o que se dará por meio de aulas e sessões de fisioterapia que irão preparar o corpo da gestante para o parto, sendo isso realizado pelas Secretarias de Saúde municipais, para que os riscos de morte sejam minimizados.