Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/07/2019

A adolescência, idade compreendida entre 10 e 19 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde, é a fase de descobertas, picos de hormônios, e, normalmente o início da vida sexual. Atualmente, o alto índice de gravidez nessa faixa etária vem preocupando as autoridades públicas. Causados majoritariamente pela vulnerabilidade social e pelo acesso precário a informação, esse problema traz cada vez mais consequências.

As condições precárias de moradia, saneamento, ausência de um ambiente familiar ou de um bom espaço de aprendizado, são alguns dos fatores que contribuem com a marginalização dos adolescentes. Hoje, 65% das mulheres grávidas tem menos de 20 anos, segundo os dados do Hospital São Paulo, sendo na maioria dos casos jovens pobres e com menos escolaridade, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além disso, as escolas não tratam da educação sexual, e as informações que os jovens buscam por conta própria nas rodas de conversa ou na internet são incompleta e insuficientes. Como consequência disso, a cada ano 500 mil meninas tem filho no Brasil, segundo o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), e apenas 10% destas adolescentes estudam, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Comprovando assim, a evasão escolar após gravidez na adolescência.

Visto isso, fica evidente que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação deve realizar campanhas informativas e educacionais dentro das escolas - visando alcançar uma maior parcela de adolescentes - e nos postos de saúde, orientando e esclarecendo dúvidas; além de distribuir meios contraceptivos de emergência e preservativos, assim, controlando e diminuindo gradativamente o problema.