Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 20/08/2019
Evasão escolar. Riscos para a saúde. Menores oportunidades. Esses são impactos que caracterizam o problema da gravidez precoce na sociedade brasileira, uma vez que tal acontecimento traz inúmeras consequências para a vida dos adolescentes. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de conhecimento e da falta de empatia.
Em primeira análise, a falta de conhecimento mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma das causas do problema: se os adolescentes não têm acesso à informação séria sobre os impactos da gravidez precoce, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Além disso, a falta de empatia é uma barreira no que tange a questão da gravidez na adolescência. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange aos impactos da gravidez precoce, pois o individualismo faz com que o adolescente se sinta sozinho e desorientado, o que pode gerar evasão escolar, falta de perspectiva e até mesmo impactos negativos para o crescimento da criança. Portanto, essa liquidez que influi sobre a questão funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com pessoas que passaram por essa situação e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema. Dessa forma, o Brasil poderá superar o problema da gravidez na adolescência.