Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 27/07/2019

Em algumas regiões do mundo, como o Afeganistão, as meninas são comprometidas e se casam por volta dos seus 12 anos, tal situação proporciona uma grande possibilidade da jovem engravidar, ainda, na adolescência. No Brasil, a situação é um pouco diferente, as moças não são comprometidas desde novas, entretanto estão tendo relações sexuais muito cedo e por descuido ou falta de informação acabam entrando no período gestacional; acerca do que foi relatado temos que: a cada hora, aproximadamente, três meninas passam pelo processo de parto no país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e a possível solução para esse impasse.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que dados como os citados anteriormente  são alarmantes, pois uma nação que possui um sistema de saúde gratuito, as vezes falho, deveria apresentar taxas mínimas em relação ao índice de gravidez. Diversos são os fatores que influenciam a gravidez na adolescência, dentre eles, podemos destacar os conflitos familiares, a falta ou o excesso de informações e a autoconfiança que, baseada em experimentos anteriores, como o fato de várias pessoas adoecerem e a adolescente ser a única que continua com saúde, faz com que a jovem acredite que o período gestacional não chegará para ela.

Em segundo lugar, o corpo feminino não está totalmente preparado para uma gestação e isso acaba gerando uma gravidez de risco, colocando em jogo a vida da criança e da adolescente. A priori, o nascimento prematuro e, em alguns casos, a morte do feto estão ligados a esta má preparação. Contudo, vale ressaltar que problemas psicológicos podem surgir, visto que, frequentemente, o parceiro da garota a abandona e a mesma se vê sem saída, dado que terá que abrir mão dos seus estudos e se “virar”, praticamente sozinha, para sustentar seu filho.

Destarte, é mister que o Estado tome providências para superar o quadro atual. Para que o índice de adolescentes no período de gestação, no Brasil, decresça; é mister que a escola, que deve, por meio de debates e seminários, desde a educação básica do indivíduo, alertar sobre as possíveis consequências da gravidez e que tal processo na vida da jovem deve ser planejado com o intuito de garantir uma condição de vida melhor não só para a criança, mas também para a mãe.