Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/07/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem-estar social. Conquanto, a elevada margem de grávidas adolescentes no Brasil tem demonstrado a impossibilidade de parte da população desfrutar desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A priori, é incontestável que a inoperância estatal esteja entre as causas do problema. Nesse prisma, o alto índice de mortes decorrentes ao parto ou ao pós-parto, além das doenças que podem se manifestar devido a gravidez na adolescência, evidenciam a incapacidade do Governo em gerir seus recursos para prevenir e tratar esse tipo de problema, como aponta o relatório do Ministério da Saúde, indicando como principal causa de morte entre adolescentes e jovens de 15 à 24 anos, a mortalidade materna.
Outrossim, o abandono escolar dessas adolescentes grávidas comprovam que a questão também tangencia a esfera da educação uma vez que, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o principal motivo para o abandono escolar é a gravidez, colocando as adolescentes mães em desvantagem.
Diante desse cenário, é mister que o Estado amplie as campanhas publicitárias informativas a respeito da importância do uso de camisinhas e anticoncepcionais em pessoas sexualmente ativas, por intermédio dos comerciais em rede aberta e fechada de televisão, afim de alcançar a maioria dos adolescentes brasileiros. Além disso, as instituições educacionais devem orientar desde as séries primárias a respeito das formas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, dialogar sobre as possíveis consequências de uma gravidez precoce e possuir um plano específico de aulas para as grávidas ao fim da gestação, para assegurar que não haja desistência dos estudos e assim chegar-se a uma sociedade mais justa e integrada.