Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 28/07/2019
No Brasil contemporâneo, a gravidez na adolescência ainda é analisada como uma realidade expressiva e desafiadora, tendo em vista que os números são crescentes. Isso se deve, sobretudo, à ausência de educação sexual nas escolas, e á omissão do Ministério da Saúde quanto á políticas preventivas. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
A priore, observa-se que a tipificação do sexo como tabu se mostra como entrave na condução da temática com responsabilidade. Isto é, o conservadorismo, a resistência e a ideia errônea de que falar sobre é estimular a prática sexual é persistente na mentalidade da sociedade. De modo análogo, como já afirmava o filósofo francês Michel Foucault alguns temas são silenciados por motivos preestabelecidos , ou seja a ignorância que o desconhecimento leva impede por vezes que os órgãos formadores falem sobre a questão do corpo e da sexualidade e, consequentemente a gravidez precoce torna-se evidente em um ambiente marcado pela desinformação.
Ademais, a carência de políticas públicas voltadas à assistência e à informação no sistema público de saúde ainda se mostra limitado. Nesse sentido, percebe-se que a falta de acesso à ações e insumos, contraceptivos e preservativos, colaboram para o agravamento da problemática. Outrossim, o Sistema Único de Saúde, bem como suas campanhas, nos últimos anos tem apresentado pouco participação na instrução e prevenção, principalmente do público adolescente, visto que a omissão de jovens ao correto uso de camisinhas, bem como sobre os perigos da gravidez precoce,uma vez que a estrutura física e biológica das meninas-mães não estão completamente formadas e tem-se o risco de ruptura no útero ou até mesmo a questão de que “na primeira vez não engravida” permeia cada vez mais cedo jovens, que segundo a UNICEF metade já chegam ao Ensino Médio com vida sexualmente ativa.
Faz-se necessário, portanto, a atuação do Governo, em parceria com o Ministério da Educação, na inserção de aulas ou palestras sobre educação sexual na grade curricular das escolas, no intuito de desmistificar às práticas sexuais e incentivar o uso de preservativos, a fim de reduzir a gravidez entre o público jovem e assim garantir o acesso à informação, que é direito universal. Além disso, a participação do Ministério da Saúde, na criação de novas campanhas voltadas para a prevenção de gravidez precoce, assim como a destinação de verbas para a contratação de novos profissionais especializados, como psicólogos e ginecologistas, para que trabalhem em parceria com a família no aconselhamento e no diálogo sobre a temática e no quesito de tirar todas as dúvidas sobre o tema.