Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/08/2019

A gravidez na adolescência é um tema bastante discutido na atualidade tal como sua consequências também. É cada vez maior o índice de gravidezes indesejadas ou cedo de mais, como também, muitas vezes vindo de classes sociais mais baixas, essa realidade permite considerar que medidas devem ser tomadas com a finalidade de que abandonos, e mortes não aconteçam mais nesse meio.

Em primeiro lugar, as taxas de fertilidade entre adolescentes são altas, com isso, afetam principalmente a população que vivem em condições de instabilidade e demonstram desigualdade social. De acordo com Clarisse F. Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS): ‘‘a gravidez na adolescência pode ter um efeito profundo na saúde pública das meninas durante a vida’’, não apenas cria barreiras para seu desenvolvimento, como associa a resultados de insuficiência física  na saúde e a um maior risco de morte materna. Além disso, é muito mais do que um problema de saúde pública, ou seja, é algo que vai trazer repercussão em todo desenvolvimento daquela adolescente e sem duvidas as próprias crianças que vão ser geradas através da gravidez precoce.

Por conseguinte, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 68,7% das adolescentes com filho param de estudar sem terminar o ensino médio. Ainda mais, dificilmente retornam a estudar em dois, três anos, tendo assim um atraso muito grande na sua vida educacional e consequentemente na sua vida pessoal.

Torna-se evidente, portanto, que é por meio da educação que a gravidez precoce será combatida, por isso, cabe ao MEC a promoção de palestras com especialistas em sexualidade juvenil, em escolas de nível médio e de debates que incluem e instruem a família sobre a importância da responsabilidade sexual, para que assim os conhecimentos necessários para um possível início da vida sexual sejam ofertadas aos jovens e o tabu social sobre sexualidade possa ser quebrado. Além disso, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas de divulgação dos métodos anticonceptivos que são ofertados nas redes públicas de saúde e, também, abrir um canal, por meio da internet, que informe aos jovens sobre a prevenção de DSTs e sobre o uso correto de camisinha e anticoncepcionais, para que qualquer dúvida relacionada à vida sexual possa ser sanada e os adolescentes estejam conscientizados e aptos para essa fase.