Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 26/08/2019

A gravidez na adolescência é um fator recorrente na sociedade brasileira, pois os adolescentes não possuem educação sexual necessária, visto que, de acordo com a pesquisa Nascer no Brasil, 66% de gravidez em adolescentes são indesejadas. Esse dado mostra a irresponsabilidade brasileira diante os jovens, que iniciam uma vida sexual sem o conhecimento necessário para a prevenção da gravidez. Então, quando o casal descobre a gravidez indesejada, sentem-se incapazes e, em muitos casos, essa gravidez precoce leva os jovens a enfrentar conflitos psicológicos, tornando visível a necessidade de intervenção do Estado diante à prevenção e apoio a este tema.

Portanto, para ressaltar a falta da educação sexual na vida dos adolescentes brasileiros, cita-se que no Brasil, em 2015, nasceram vivas cerca de 574 mil crianças de mães entre 10 e 19 anos, de acordo com o Sistema de Informação Sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. Provavelmente, os adolescentes que passaram pela situação citada não conheceram a educação sexual e a importância da ida ao ginecologista, que indicaria um método contraceptivo para proteção.

Ademais, como disse Ana Carolina Linhares, psicóloga do Centro de Atenção aos Adolescentes de Brasília, as mulheres libertaram-se da falta de escolha sobre o casamento e a família, é regredir ao deixar um número tão expressivo de adolescentes engravidar e estacionar sua vida para dedicar-se a um bebê que, como citado anteriormente, em 66% dos casos é gerado de forma indesejada. Diante disso, percebe-se que é necessária uma maior conscientização sobre a gravidez precoce nos pontos onde têm mais histórico, que de acordo com a ginecologista do Adolescentro Cecília Vianna, as causas da gravidez são múltiplas, no entanto a maioria dos casos se deve a desestruturação familiar e falhas na orientação sobre sexualidade.

Então, para a diminuição das consequências psicológicas e melhorias na educação sexual, torna-se necessárias ações públicas, onde as jovens serão incentivadas a ida ao ginecologista, oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), para conversarem e serem orientadas sobre o uso de métodos contraceptivos, caso seja necessário. A longo prazo, o Poder Executivo trabalhos na educação e com os grupos mais vulneráveis que forneçam a educação sexual, deixando a nova geração preparada para prevenção, evitando os fatores que poderiam vir a aparecer caso não houvesse a precaução.