Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 17/10/2019
A mulher jovem tornou-se símbolo de fertilidade desde a Idade Antiga devido ao ideal que relaciona procriação e manutenção da espécie. Essa ideia, por sua vez, ainda é vista hodiernamente, visto que, mesmo após o desenvolvimento de métodos anticoncepcionais, a problemática da gravidez precoce persiste. Acerca dessa lógica, o problema relaciona-se à escassa conversação ,no âmbito escolar e familiar, sobre a prática de relações sexuais durante a juventude. Logo, depreende-se que a temática vincula-se aos mínimos caminhos propostos pelo Estado e pela mídia, o que obsta harmonia social.
Precipuamente, com o advento da Revolução Técnico-científico-informacional, houve a disseminação de informações retratadas no filme “Simplesmente Acontece”,acerca das causas e das consequências da gravidez precoce para as progenitoras e para, por conseguinte, o meio social. Nessa perspectiva, empreende-se que a pertinência do impasse associa-se aos diminutos investimentos governamentais quanto à facilitação da discussão sobre sexo seguro, ainda vista como um tabu, nas escolas públicas, por exemplo. Diante de tal conjuntura, além do ínfimo diálogo, o problema relaciona-se indiretamente aos fatores socioeconômicos, já que, devido à falta de perspectiva de futuro,ocasionada pelas desigualdades sociais, a prole torna-se mais suscetível às gestações de jovens sem capacidade monetária e psicológica de criar seus filhos, vistos como futuro da nação. Dessa forma, nota-se que a não extinção do empeço é causada pela diminuta atenção do Estado, o que prejudica o desenvolvimento nacional.
Ademais, segundo o Determinismo, “O Homem é produto do meio”,-a afirmativa comprova que, diante da influência da televisão, a indústria midiática pode contribuir para mudar o cenário atual. Nesse contexto,infere-se que,apesar de escassa, a difusão de notícias ,que exponham os riscos à saúde das mães adolescentes e dos filhos dessas, é de suma importância para conscientizar os indivíduos acerca da existência do problema . Nesse sentido, nota-se que colaboração da mídia para o fim do empecilho ainda é insuficiente, já que essa não propõe a conversação entre pais e filhos como forma de prevenir a gravidez precoce. Dessa maneira, o asserto interliga-se ao dito de Heráclito “Nada é permanente, salvo a mudança”, dado que, o alavanque da propalação de notícias é a melhor maneira de extinguir o impasse.
Urge, portanto, a cooperação do Estado e da mídia para a sanação do óbice. Para isso, cabe ao Poder Público, por meio de investimentos monetários, promover o desenvolvimentos de projetos, os quais visem à discussão sobre a relação entre sexo sem camisinha e gravidez, para que essa temática não seja vista como tabu e para que haja declínio na taxa de gestações precoces. Além disso, é imprescindível que a mídia, por meio da influição dessa, garanta a dialogação entre pais e filhos e a extinção da ligação entre pobreza e gravidez antecipada. Desse modo, a assertiva ratifica o pensamento de Heráclito de Éfeso.