Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/08/2019

No território indiano, é extremamente comum a ocorrência de uniões matrimoniais precoces, que diversas vezes resultam na gravidez prematura de muitas adolescentes. Dessa forma,a partir de tal acontecimento, se veem obrigadas a tornarem-se mulheres e mães desde muito cedo. Simultaneamente, o Brasil possui índices alarmantes referentes à gravidez na adolescência, onde cerca 68,5 dos bebês nascidos são de meninas ainda na fase da puberdade,de acordo com o Ministério da Saúde. O impasse ainda é persistente e evidente na sociedade brasileira, sobretudo para as classes mais baixas, haja vista sua maior parcela na população. Com o decorrente agravamento, tornam-se necessárias medidas preventivas mais eficazes em prol da diminuição da problemática no país.

Os imbróglios de uma sociedade a refletem. Consoante, o pensamento do filósofo empirista John Locke, entendia que o ser humano nasce como uma tábula rasa, dessa maneira,o meio social e a educação a qual é submetido formam seu caráter e suas ações. Por isso, é importante salientar, que a ausência de discussões acerca do assunto, configuram um tabu que eventualmente tornou-se uma das principais causas da gravidez na adolescência, aliado à não utilização  de métodos contraceptivos. Ademais, o casamento precoce e a falta de orientação escolar e familiar em muitos núcleos institucionais, contribuem para o crescimento do problema, que hoje é indiscutivelmente sinônimo de  retrocesso social e econômico no Brasil.

Em síntese, determinados fatores tornam a gravidez prematura um impasse extremamente evidente na população brasileira. Logo, entre as principais consequências geradas, se encontram o exponencial aumento no fenômeno da evasão escolar, que desencadeia uma menor participação feminina no atual mercado de trabalho, visto que as mulheres se inserem desde muito cedo em um núcleo familiar. Além disso, a gravidez precoce pode trazer sérios problemas para o feto e consequentemente para a mãe, que pode vir a óbito por complicações anteriores ou no decorrer do parto. Desse modo, infere-se que a prevenção é o passo inicial no combate ao problema.

Portanto, políticas de cunho preventivo e ações conscientizadoras são necessárias, com o fito de diminuir o elevado percentual de gravidez na adolescência no Brasil. Em suma, o Ministério da Saúde em parceria com as instituições escolares devem elaborar palestras informativas,com o uso de cartilhas e depoimentos,que direcionem o correto uso de preservativos, tal como as consequências que a abstenção de tais métodos podem trazer, de modo que essas informações possam alcançar um maior número de jovens com o fito de disseminar um caráter conscientizador no meio juvenil.Dessa maneira, espera-se reduzir os casos de gravidez,de modo a estabelecer um abismo entre os percentuais indianos.