Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/08/2019
De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “O ser é aquilo que a educação faz dele”. Partindo desse pressuposto, é cabível a análise de temas enraizados nesse contexto, dentre eles, o crescente número de casos de gravidez na adolescência no Brasil.
Segundo a UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), nascem 68 crianças a cada 1 mil adolescentes entre 15 e19 anos, e a estimativa é que esse número só aumente, principalmente em áreas de baixa renda. Não obstante, problemas como a morte materna entre essa camada se tornam mais frequentes, visto que, uma gravidez depende também de outros fatores além da aptidão biológica. Tais taxas alcançam esses níveis devido à falta de tutela, seja em um ambiente familiar, ou em escolas.
Apesar da presença de uma educação sexual em escolas, o problema não se resolve. O foco fica concentrado em ISTs, a consequência, e não nos métodos contraceptivos em si, que são a principal causa das mesmas. Em famílias, a educação sexual também não é muito disseminada, devido ao tabu criado pela sociedade acerca da instrução sobre o assunto.
Fica claro, portanto, que a gravidez durante a adolescência no Brasil apresenta uma solução, apesar da gravidade do problema. O Ministério da Educação, em conjunto com agências de saúde locais, deve criar um projeto que vise a instrução de alunos em todas as escolas a partir do fundamental 2 (período onde a sexualidade se aflora), sobre os diversos métodos contraceptivos. Assim, por meio da educação, a questão será resolvida.