Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 20/09/2019
O filme “Juno” retrata a experiência de uma jovem que enfrenta várias dificuldades – sociais, psicológicas e físicas – por uma gravidez precoce e indesejada. Nesse contexto, fora da ficção, o cenário brasileiro compõem essa realidade em que o desenfreado número de adolescentes grávidas nos últimos anos, figura como preocupante para o desenvolvimento do país. Isso se evidencia não só pela falta de informação dos jovens como também pela influência midiática.
Em primeira análise, nota-se a colaboração da falta de informação para o aumento do processo. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Jornal Folha de São Paulo, a cada vinte adolescentes, uma teve gravidez precoce. Isso acontece porque no processo de aprendizagem é inexistente apresentação de aulas com temáticas que abordam os métodos contraceptivos como uma de evitar a gravidez, de modo que resulta no drama psicológicos vivenciados por grande parcela feminina em não aceitar a gestação indesejada. A esse respeito, é inadmissível que, em um país com uma das maiores taxas de tributação do mundo, ainda não haja uma educação de qualidade direcionada a apresentação de diversas temáticas.
Em segunda análise, destaca-se a influência exercida pela mídia como impulsionador do impasse. Segundo Karl Marx, filósofo alemão, ao analisar a sociedade burguesa em ascensão, acreditava que o sistema capitalista valorizava lucros em detrimento de valores. De fato, ao observar a indústria cultural, principalmente àquela voltada para exposição de conteúdo nos diversos meios de veiculação, como novelas e series, apresentam temáticas não condizentes com a idade dos jovens a qual instigam os jovens a terem uma vida sexual muito cedo. Sob esse aspecto, tal lógica comportamental dos meios midiáticos comprova a importância de conter o interesse econômico a fim não desenvolver prejuízo ao valores humanos.
Torna-se imprescindível, portanto, a efetivação de medidas para a resolução da gravidez na adolescência. Nesse viés, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, devem promover debates para criar projetos que abordem sobre a importância da utilização de métodos contraceptivos e discutir a reformulação da grade midiática no que diz respeito a exposição de conteúdo inapropriado, por meio de ações educativas ministradas por profissionais na área da saúde,com auxílio de campanhas e propagandas divulgadas nos horários nobres dos veículos comunicativos , no sentido de repassar para a população jovem formas de como evitar a gravidez precoce. Espera-se, com isso, reverter esse quadro que perpetua milhares de jovens e, assim, as dificuldades retratadas no filma “Juno” ficar apenas na ficção.