Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/08/2019

Organizações não-governamentais e sociedades internacionais estabeleceram o dia 26 de setembro para ser do Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na adolescência . Entretanto, o combate proposto está distante de ser realidade na sociedade brasileira, na medida em que a gestação precoce ainda representa uma problemática no Brasil. Com efeito, enquanto o sistema educacional se demonstrar ineficiente em instruir sobre sexualidade e saúde reprodutiva e o Ministério Público de Saúde foi ineficaz em realizar campanhas preventivas, a gravidez na adolescência persistirá e comprometerá o desenvolvimento dos indivíduos.

Sob uma primeira análise, é notoriamente visível que as instituições escolares não cumprem a função social de desenvolver a consciência crítica dos estudantes. Essa situação ocorre, principalmente, devido à carência na abordagem sobre sexualidade e a escassez de metodologias que contribuam para o aprimoramento do conhecimento dos indivíduos sobre a temática . Nessa perspectiva , a função de informar, debater e alertar não são realizadas de maneira efetiva, seja por concepções ideologias ou por padrões morais impostos. Dessa maneira, forma-se uma massa estudantil sem o conhecimento necessário sobre saúde reprodutiva e vulneráveis a adquirir uma gravidez indesejada.

De outra parte, segundo os dados da Organização das Nações Unidas, o Brasil possui o sétimo maior índice de gravidez na adolescência. Dessa forma, a lamentável taxa de gestações precoces confirma que o Sistema Público de Saúde é falho e inconsistente na promoção de políticas públicas preventivas, o que exerce, significativamente, influência sobre a perpetuação do quadro social. Como consequência, o adolescente torna-se marginalizado por insuficiência das autoridades estaduais.

Urge, portanto, que o jovem seja assegurado do recebimento e esclarecimento de informações sobre a gravidez na adolescência. Para tanto, o Estado deve, por meio do Ministério da Educação, investir na contratação de profissionais de saúde, com o propósito de dinamizar as aulas com a realização mensal de atividades que desenvolvam metodologias capazes de demonstrar e esclarecer a funcionalidade da educação sexual, promovendo e debate e o conhecimento dos jovens. Paralelamente, o Ministério da Saúde, por meio da parceria com Ongs, deve efetivar a criação de campanhas preventivas nos territórios brasileiros, objetivando a participação da população e o desenvolvimento crítico do adolescente.