Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/08/2019

A adolescência é uma fase de transição e descobertas, em que os jovens deveriam aproveitar a juventude e se preocupar com os estudos. Contudo, isso é interrompido na ocorrência de uma gestação precoce. Tal situação é recorrente no Brasil, visto que, de acordo com o Datasus, 20% das crianças são filhas de adolescentes. À essa alta taxa, pode-se atribuir a contribuição de fatores como a falta de orientação sexual adequada e ao mau uso de métodos contraceptivos. Com efeito, evidencia-se a necessidade de enfrentamento da questão.

Primeiramente, é importante destacar o papel da educação sexual na prevenção da gravidez na adolescência. Uma vez que, segundo o Ministério da Saúde, de 2004 a 2015, ela contribuiu para diminuir os índices de gestação precoce em cerca de 17%.

Logo, é seguro afirmar que fornecer aos adolescentes informações e esclarecer suas dúvidas sobre sexualidade de forma clara e aberta é uma forma de evitar a ocorrência da gravidez. No entanto, a visão do tema como um tabu por muitos pais e educadores representa um obstáculo para que ele seja abordado nos meios familiar e educacional. Como resultado, falta uma orientação sexual adequada , o que deixa os adolescentes vulneráveis à falácias e comportamentos de risco.

Concomitantemente, a educação sexual também é importante para ensinar a maneira correta de utilização de métodos contraceptivos, assim como incentivar seu uso. Haja vista que grande parte dos jovens tem conhecimento sobre os contraceptivos e sua importância, por causa de mídias como TV e internet, mas não os usam ou sabem como usá-los adequadamente, o que diminui sua eficácia.

Desse modo, portanto, fica evidente a necessidade de trabalhar a questão da sexualidade com os adolescentes com o objetivo de diminuir a ocorrência da gravidez precoce. Para tal, é preciso que as escolas ofereçam palestras com sexólogos, tanto para os alunos quanto para seus responsáveis, visando orientar e desmistificar o tema. Ademais, também é importante que os pais estejam abertos a debater sobre a sexualidade sem tabus, de modo a criar uma linha de diálogo com os filhos e conquistar sua confiança. Tal comportamento pode ser incentivado pelas palestras nas escolas e pelo governo ao veicular campanhas de conscientização na mídia, visando mostrar o sexo como algo natural e a importância de conversar sobre ele no meio familiar. Além disso, as prefeituras devem investir mais nos postos de saúde para que haja uma maior oferta de métodos contraceptivos gratuitos para a população, junto de cartilhas de orientação. Com tais implementações, é possível contribuir para a diminuição das taxas de gravidez na adolescência e para que os jovens brasileiros tenham uma vida sexual mais segura e consciente.