Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/09/2019

Na Índia, os pais de crianças e adolescentes , que residem nas zonas rurais, coagem as meninas a terem um compromisso matrimonial cedo, ou seja, o casamento infantil é o principal fator da maternidade precoce no país. No Brasil, o matrimônio de menores é proibido pela Lei 13.811. Contudo, mesmo com a legislação, a gravidez na adolescência é um obstáculo atual no cenário brasileiro. Nesse viés, não somente a ausência de educação sexual nas escolas, mas também a falta de assistência psicológica configuram-se como desafios para resolver esse problema.

A Era da Informação ou “Era Tecnológica” surgiu após a Terceira Revolução Industrial e caracteriza-se por ser um período com acesso rápido e prático às informações. Todavia, assuntos que tangem relações sexuais são tabus na sociedade e pouco debatidos nas escolas. Isso ocorre porque está enraizada a ideologia de que educação sexual nas instituições de ensino pode estimular os jovens a iniciarem a vida sexual. Por conseguinte, a ausência de aulas voltadas para essa temática contribui para o aumento da gravidez precoce, como evidenciou o G1 acerca de 68,4 nascimentos entre mil adolescentes de 15 a 19 anos entre 2010 a 2015.

Além dessa questão, o portal de notícias Globo apontou que aproximadamente 75% das jovens quem têm filhos abandonaram os estudos. Dado isso, analisa-se que a evasão escolar e o desenvolvimento psicossocial são impactados porque essas jovens ainda não adquiriram maturidade psicológica para lidarem com a responsabilidade materna. Diante disso, a assistência com profissionais especializados é de suma importância nessa fase, mas na maioria dos casos encontra-se ausente.Com efeito disso, muitas abandonam as escolas, não fazem pré-natal e ficam vulneráveis a depressão pós-parto.

Diante dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde investirem em educação sexual nas escolas, por meio de aulas duas vezes na semana voltadas para a saúde dos adolescentes e com temáticas quem abordem a importância de métodos contraceptivos. Ademais, é dever do Ministério do Desenvolvimento Social junto com as Universidades aderirem a projetos de assistência psicológica para jovens gestantes, por intermédio de amparo social e consultas com universitários de psicologia a adolescentes grávidas e após o parto, com o fito de reduzir a taxa de gravidez precoce no Brasil.