Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/09/2019
A poesia “A mesma Dona Angela”, de Gregório de Matos, retrata a figura feminina como um instrumento de sedução e causador da sobrevivência do autor. De modo similar, na contemporaneidade brasileira, é fato que os relacionamentos entre adolescentes geram dependência destes e, inclusive, podem favorecer a formação da gravidez. Nesse ínterim, é visível a inutilização dos métodos anticonceptivos e a falta de relacionamento familiar entre adolescentes como originadores da problemática. Nesta situação, é imperioso pleitear métodos de ampliação da consciência dos meios de proteção sexual e das conversas familiares.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a importância dos métodos preventivos de gestação na atual conjuntura. Em 1957, evidencia-se a idealização da pílula anticoncepcional, um método anticonceptivo que garantiu avanços no empoderamento da mulher e na proteção da sociedade. Nesse sentido, percebe-se que, apesar do progresso desta invenção ainda existem indivíduos, principalmente adolescentes, que, muitas vezes pela ausência de conhecimento, descartam a utilização dos métodos eficientes de prevenção da gestação, o que favorece a formação da gravidez, por exemplo, a partir da inutilização dos preservativos. À vista disso, segundo a Dr. Gordon, as jovens podem engravidar facilmente após poucos atos sexuais. Desse modo, entende-se que a falta de prevenção afeta especialmente os adolescentes.
Nessas circunstâncias, é necessário destacar a relação familiar da problemática. Na Grécia Antiga, os casamentos eram realizados na adolescência como forma de tornar o indivíduo adulto e cidadão. Nessa lógica, nota-se que a ausência de conversas familiares sobre sexualidade entre os adolescentes, possibilita que estes formem um conhecimento incoerente e, ao mesmo tempo, estejam mais suscetíveis a terem relações sexuais, o que facilita a eclosão de casos de gravidez na juventude, tanto quanto, os matrimônios na tenra idade. Dessa maneira, compreende-se esta questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.
Destarte, é impostergável medidas para resolver a questão da gravidez na adolescência. O Governo, junto com o Ministério da Educação, deve criar campanhas nas escolas sobre os métodos contraceptivos, de modo a promover a explicação sobre como devem ser utilizados aos alunos, com o objetivo de tornar os adolescentes mais conscientes sobre as relações sexuais. Ademais, em sinergia com as mídias, devem criar programas de diálogo, com intuito de discutir sobre sexualidade e incentivar as conversas familiares, o que promove a construção do conhecimento sexual do jovem. Somente assim, será possível garantir uma maior responsabilidade dos jovens acerca de seus relacionamentos.