Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/09/2019

Desde o século XIX, com a Teoria da Seleção Natural proposta por Charles Darwin, entende-se que somente os seres mais adaptáveis conseguem sobreviver às vicissitudes da natureza. Analogamente, a gravidez na adolescência tem se tornado um impasse para que o Brasil supere os desafios do mundo moderno e alcance um desenvolvimento completo. Nesse sentido, convém analisar fatores como uma educação insuficiente e um governo ausente como principais causas do problema.

Em primeiro lugar, a escola tem um papel significativo na prevenção da gravidez na adolescência. De acordo com Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Contudo, a pouca orientação durante os anos iniciais da adolescência sobre os perigos de uma gravidez precoce, faz com que o número de casos, embora tenham diminuído, permaneçam extremamente altos. Afinal, segundo a Organização Mundial da Saúde, entre os anos de 2010 e 2015, quase 7% das meninas entre 15 e 19 anos tiveram filhos.

Além disso, o descaso governamental corrobora para a perpetuação da problemática. A gravidez precoce traz diversas consequências para a mãe, como a difícil reintegração social e escolar, além de ser uma das principais causas de morte materna. Tal fato é resultado da falta de políticas públicas voltadas para a prevenção e acompanhamento, desde a maior distribuição de contraceptivos e a criação de campanhas midiáticas que expliquem os perigos, até um atendimento especializado gratuito para as jovens grávidas.

Segundo o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, “uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança.” Sendo assim, são necessárias medidas iniciais que resolvam o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde, a criação de campanhas, por meio de debates públicos, acompanhamentos psicológicos às futuras mães e a distribuição de preservativos gratuitos, a fim de reduzirem os casos de gravidez adolescente e auxiliar os casos já existentes. Dessa forma, superaremos um dos desafios da vida moderna e estaremos mais perto de alcançar a utopia da Seleção Natural.