Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/09/2019
A constituição de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema judiciário brasileiro - assegura a todos o direito à saúde e bem-estar. Entretanto, devido o alto índice de gravidez na adolescência, muitas meninas não experimentam esse direito na prática.
Em primeiro plano, muitas adolescentes engravidam por falta de informações sobre métodos para prevenir a gestação. De acordo com o SINAC, a região com mais filhos de mães adolescentes, com percentual de 32%, é a região do nordeste, onde menos se fala sobre a prevenção da gravidez. Sendo assim, o baixo acesso a informação de educação sexual se mostra um obstáculo à saúde de meninas que tem gravidez precoce.
Por conseguinte, a gravidez na adolescência tem efeito profundo na saúde das meninas durante a vida. Segundo o relatório da OPAS, globalmente, o risco de morte materna se duplica entre mães com menos de 15 anos. O útero das mães nessa idade não está completamente desenvolvido, logo, não está preparado para receber um feto, o que pode prejudicar a saúde da mãe e do bebê.
Portante, medidas são necessárias para que o direito à saúde e bem-estar, assegurados pela Constituição de 1988, sejam exercidos na prática por todo indivíduo. Sendo assim, cabe ao Ministério da educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas, o qual promova palestras e aulas sobre educação sexual tendo base na prevenção da gravidez, com o objetivo de conscientizar as meninas a se prevenirem para que não ocorra a gestação.