Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/09/2019

A gravidez na adolescência ocorre desde antigamente quando casamentos com menores faixas etárias eram realizados e filhos fora desse âmbito eram motivo de vergonha para as famílias. Nos dias atuais,  com a falta de “obrigatoriedade” desse comportamento e a crescente busca pelo hedonismo(,ou seja, pelo prazer imediato) a realidade dos jovens é a gravidez precoce. Tal fato provém da lacuna familiar e pode traz riscos às mamães adolescentes .

Primeiramente, a falta de diálogo com os pais pode influenciar na gravidez precoce de seus filhos. Por não ter essa discussão em casa, muitas vezes, a responsabilidade é transferida para a escola que, por sua vez, ainda não possui a abordagem necessária. Além disso, segundo a Psicologia Social, os jovens são altamente influenciáveis e ,buscando fazer parte de um determinado grupo, são capazes de, no caso, até mesmo, promover uma gravidez mais cedo, como mostra o vídeo “thank you, next”, da cantora Ariana Grand. Ele começa relatando sobre uma jovem que ficou grávida intencionalmente após um boato que a cantora estaria nesse estado. Dessa forma, notamos que a base psicológica do indivíduo precisa ser trabalhada.

Por conseguinte, a gravidez na adolescência proporciona riscos biológicos e sociais para a mamães. Drauzio Varella, em seu blog, afirma que esse comportamento aumenta em cinco vezes mais a chance de ter hipertensão e anemia, podendo inferir na morte da mãe ou nascimento prematuro do feto. Esses riscos só aumentam com o pré-natal tardio, decorrente pelo medo e vergonha de contar aos pais. Outrossim, essa atitude pode resultar em evasão escolar devido a faixa etária ser alta entre 15 a 19 anos, como mostra os gráficos no site do IBGE. Assim, vemos que o bem-estar do adolescente fica comprometido.

Fica claro, portanto, que a gravidez na adolescência, atualmente, pode se tornar um problema social. Visando amenizar essa problemática, os pais e as escola devem quebrar o tabu a respeito do sexo por meio de conversas a respeito de planejamento familiar a fim de tratar e organizar o pensamento a sobre as consequências de ter filhos precocemente. Ademais, essa atitude conjunta pode ajudar na diminuição de acompanhamento obstetrício tardio, proporcionando maior chance de saúde a mãe e ao bebê. De forma contribuinte, o Ministério da educação pode auxiliar na redução do escape colegial por intermédio de trancamento do ano letivo, para que a estudante possa retornar exatamente de onde parou, bem como uma prova de nivelamento para aquelas que tiveram oportunidade de estudar por conta própria, com o objetivo de não interromper ou atrasar o desenvolvimento acadêmico desse sujeito.