Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/09/2019

Mãe aos 15, avó aos 30" trecho de uma musica do rapper Kayua, representa a realidade do ciclo hereditário de mães adolescentes nascidas em periferias do Rio de Janeiro, assim como mostra no documentário “Meninas” feito em 2006 pela Petrobras. Sob essa perspectiva, seja pela falta de educação, seja por falta de medidas publicas, a gravidez na adolescência é nociva a sociedade.

Em primeiro plano, a desigualdade social influencia na falta de acesso á informação. De acordo com os dados levantados pelo DATASUS, o Norte é a região brasileira com maior índice de casos de gravidez na adolescência, sendo também a mais pobre em renda per capita. Sob essa ótica, a desigualdade social acentua a desigualdade na área da saúde, em que mulheres mais pobres têm grande dificuldade com um bom auxilio de pré-natal, concluindo que a classe no qual o adolescente esta inserido retrata a sua realidade.

Ademais, dificuldades físicas também são mais frequentes e preocupantes em mães adolescentes. Segundo o Sistema Brasileiro de Pediatria, 20%da mortalidade infantil decorre de filhos de mães entre 14 á 19 anos, devido á falta de preparo natural e não seletivo do corpo em desenvolvimento. Dessa forma a saúde da mãe e de seus respectivos filhos também entra em risco.   Com o intuito de amenizar essa problemática o MEC deve promover aulas semanais e obrigatórias de educação sexual em todas as escolas públicas e municipais do Brasil. Além de maior auxilio governamental no Sistema Único de Saúde, com o intuito de alcançar o público alvo e regiões com pouco acesso á informação.