Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social.Conquanto, a gravidez na adolescência impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Para entender a relevância desse estigma, é fundamental compreender a ausência de educação sexual preventiva nas escolas e instituições, bem como a imprudência e banalização dos males.Nesse cenário, essa adversidade deve ser superada de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, é importante destacar a carência de ensino sexual nas escolas do país como impulsionadora do problema.Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a educação, sozinha, não pode transformar a sociedade, entretanto, sem ela, a sociedade tampouco pode mudar. Sob tal ótica, é indispensável a instrução sexual preventiva no sistema educacional do país, tendo em conta a desinformação dos jovens sobre as relações eróticas e a gravidez. Além disso, o não investimento governamental nesse ensino é um equívoco, haja vista uma pesquisa feito pelo Fundo de População das Nações Unidas em que 26,8% da população sexualmente ativa iniciou sua vida sexual antes dos 15 anos.Desse modo,corrobora-se que a falta de ensino sexual nas instituições educacionais relaciona-se com a gravidez na adolescência.
Faz-se mister, ainda, salientar o descaso e a imprudência dos jovens no que diz respeito ao uso de preservativos e métodos contraceptivos.De acordo com uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde (MS), em 2013, 43,4% dos adolescentes entrevistados não protegem-se durante sexos casuais. Diante do exposto, é evidente a banalização da juventude frente ao entrave da gravidez na adolescência, demonstrando a negligência e a irresponsabilidade em relação à situação de risco e a possível gestação.Além disso, a displicência também associa-se à insolência perante os riscos e consequências da precoce irresponsabilidade comportamental. Diante do descrito, é essencial a imperativa ação para mitigar esse estorvo.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Desse modo, urge que o Ministério da Educação, com o intuito de conscientizar os jovens a respeito da gravidez, intensifique, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem e informem os adolescentes sobre o uso de métodos contraceptivos e o risco da imprudência. Outrossim, o MEC, em junção ao MS, deve estimular a mudança comportamental nos jovens, por meio de orientações psicopedagógicas e palestras especializadas, a fim de promover a educação sexual nas escolas e instituições. A partir dessas ações, espera-se alcançar a máxima Freireana.