Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/09/2019
No livro “Cem anos de solidão” do escritor Gabriel Garcia, é apresentada a história de uma menina que é forçada a se casar muito jovens e, por conseguinte, fica grávida fica grávida muito jovem, o que resulta em sua morte durante o parto. Fora da ficção, no Brasil, essa problemática é tratada como questão de saúde pública por existirem muitos casos no país. Desse modo, é necessário analisar o papel das condições socioeconômicas na manutenção do défice informacional, além da postura hedonista do jovem contemporâneo no agravamento dessa realidade.
Em primeiro lugar cabe avaliar as falhas que sustentam a falta de informações sobre os riscos provocados por uma gravidez precoce. De acordo com o estudo de caso do médico Drauzio Varela: os locais que possuem maiores índices de maternidade entre 15 a 19 anos possuem um alto grau de pobreza associado. Nesse sentido, esses adolescentes não recebem instruções da escola, por não serem de qualidade, e nem dos país, já que esses também não foram instruídos de forma adequada. Desse modo, essas pessoas não possuem noção da forma correta de utilizar anticonceptivos e dos impactos financeiros e psicológicos que a maternidade exige.
Outrossim, essa carência cultural é somada à postura hedonista do jovem contemporâneo. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda: o brasileiro é um povo cordial, isto é, coloca as emoções acima da razão. Nesse contexto, adolescentes sem a instrução necessária acabam realizando relações sexuais muito cedo, porém de forma inconsequente e sem o uso de preservativos, o que gera uma gravidez indesejada. Em vista disso, diversos outros problemas derivam desse fato, como a depressão, por conta de um enorme julgamento da sociedade e da mudança radical na forma de vidas desses jovens. Além dos problemas físicos, já que muitas vezes, por medo da repressão, essa gravidez demora ser descoberta e resulta em um menor cuidado com o pré natal, aumentando os riscos para a mãe e para a criança.
Fica claro, portanto, a necessidade de preencher as lacunas informacionais sobre essa temática no Brasil. Desse modo, o Ministério da Saúde deve buscar parcerias com Ongs que realizam trabalhos nas comunidade carentes, incentivando-os à criarem eventos explicativos sobre a importância de evitar a maternidade precoce, de forma a colocar em evidência os impactos econômicos e os riscos à saúde que são gerados, para que cresce a consciência e diminua esses casos no Brasil. Ademais, o Ministério da Educação deve se vincular à influenciadores que trabalham em redes sociais para que eles auxiliem nesse processo de compartilhamento de informações. Somente assim, casos como o do Livro de Gabriel Garcia ficaram somente na ficção.