Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/09/2019

Nos primeiros anos do século XXI, uma pesquisa da OMS (organização Mundial da Saúde), mostrou que a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos, setenta eram mães. Apesar das políticas de prevenção serem mais presentes no cotidiano dos jovens brasileiros, atualmente o índice apresentado, revelou baixíssimos avanços no cuidado contra a gravidez na adolescência. Frequentemente, por esse assunto ser atribuído a um tabu por diversas famílias, o jovem em questão, sem o devido conhecimento prévio, acaba ocasionando uma gestação indesejada, fator que causará obstáculos na sua vida em diante.

Primeiramente, nota-se, que nos últimos anos no território nacional, campanhas de conscientização sobre o sexo, cresceram bastantes para os jovens, porém, esses trabalhos por vezes, dão ênfase nas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), e reserva pouco espaço para conscientização sobre a gravidez indesejada. Segundo a diretora da organização OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), a gravidez precoce traz consigo, um maior risco de morte materna, além dos recém-nascidos terem uma saúde mais frágil, fator esse que deve receber uma maior atenção, tão quanto as DSTs.

Em segundo plano, no âmbito social do Brasil, uma crença equivocada diz que, informar os jovens sobre os métodos contraceptivos, podem encorajá-los a se tornarem sexualmente ativos, informação essa, que contribui para um maior preconceito da sociedade em relação a esse assunto, criando com isso um tabu. Além disso, a gestação despreparada, afeta várias áreas na vida das adolescentes, que muitas das vezes se sente obrigada pela situação, a deixar seus sonhos de lado, seja por conta de preconceito vindo da sociedade, ou da falta de amparo dos devidos órgãos responsáveis.

Portanto, para que esse embate venha ser solucionado. O Ministério da Saúde, deve através de escolas e meios midiáticos, desenvolver campanhas a fim de quebrar o tabu idealizado pela sociedade brasileira, e no meio jovem mostrar os riscos e efeitos da gravidez precoce. Além do mais, o Governo deve investir em programas sociais, com o intuito de amparar as mães jovens, para que a futura geração de adolescentes, não venha enfrentar os mesmos problemas atuais.