Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 31/10/2019

É indubitável o aumento do número de adolescentes grávidas no Brasil. Apesar da baixa na taxa de fecundida absoluta, houve um aumento dos nascimentos de bebês gerados ainda na fase adolescente. Isso se deve, sobretudo, à acriticidade educacional enfrentada principalmente nos setores mais carentes e na falta de diálogo familiar, impulsionando o número de famílias mal estuturadas devido à gestação precoce e trazendo malefícios econômicos e sociais ao país. Em face disso, é de fulcral importância a atuação do estado e da família a fim de resolver a problemática.

Primeiramente, é importante apontar os impactos em relação à acriticidade educacional nas classes sociais mais baixas. Nesse sentido, a falta de debates em escolas sobre educação sexual no tocante a esclarecer as medidas de prevenção contra a gravidez aliado a um tabu em falar sobre o assunto, corrobora para o esquecimento da questão. Em razão disso, hodiernamente, ainda é muito frequente confundir a educação sexual como incentivação, visto que, por motivos religiosos e até mesmo políticos, muitos pais não querem que seus filhos participem de tais aulas, pois têm medo do ato persuadir a uma iniciação sexual precoce. No entanto, o esclarecimento seria benéfico ao persuadir a prevenção, diminuindo a incidência de gravidez indesejada, o que não ocorre na prática.

Secudariamente, é válido destacar a ausência de diálogo sobre métodos contraceptivos nas famílias hodiernas. Por conseguinte, os jovens, ainda em estado de desenvolvimento e discernimento, são cercados por adultos acometidos pelo conceito de “Modernidade líquida” proposto pelo sociólogo Zygmunt Bauman, acabam sendo negligenciados e, e muitas das vezes, nem sequer tentam tirar suas dúvidas com próprios pais devido ao excesso de trabalho, afazeres e falta de tempo destes. Sob esse viés, a precariedade de conversação aberta entre pais e filhos, propicia uma onda de ignorância mútua que leva os adolescentes a tirarem dúvidas com os próprios amigos, que também são inexperientes, retroalimentando um ciclo vicioso de efeitos drásticos tanto social como economicamente, ao proporcionar o nascimento de crianças sem uma base familiar estruturada.

Diante disso, é preciso que medidas sejam tomadas com o intuito de atenuar a ignorância e a carência de debates. Nesse tocante, o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, deve ministrar palestras nas escolas e em locais menos favorecidos, como favelas, com o fito de desmitificar os tabus impostos, bem como por meio de profissionais da área da saúde, instruir os jovens de maneira adequada acerca do uso de métodos contraceptivos. Além disso, por meio de psicológos e médicos, o MEC deve introduzir nas escolas, reuniões entre pais e alunos para falar sobre a importância do diálogo em casa nessa fase tão conturbada. Assim, será possível reduzir os efeitos da “Modernidade líquida”.