Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/09/2019

No filme ‘‘Juno’’, é relatado por uma jovem de 16 anos as dificuldades físicas e psicológicas por uma gravidez precoce e indesejada. Fora da ficção, percebe-se que a gravidez na adolescência no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. Nesse sentido, a falta de educação sexual acaba influenciando nesse grande impasse que afeta profundamente o desenvolvimento psicossocial da adolescente.

Primeiramente, entende-se que o aumento da gravidez no Brasil é evidente, visto que, de acordo com o jornal da Globo, ‘‘G1’’ a cada mil adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 64,8% ficaram grávidas em 2018. Contribuindo para esse problema a falta de educação sexual, uma vez que nas escolas é notável a falta de ensinamento e amostra do que uma gestação indesejada pode trazer. Além disso, o tabu dos pais imposto a esse tema também colabora com o problema, pois, ainda que vivamos em pleno século XXl, o preconceito ainda é evidente.

Ademais, a gestação prévia causa em muitas garotas sequelas que elas levarão por toda a vida. Pois agora, além da responsabilidade de mãe, a pressão exercida pela sociedade faz com que a jovem case e vire dona de casa, abalando psicologicamente sua vida social e acarretando situações dramáticas, como por exemplo, o abandono dos estudos e maior dependência dos pais, mesmo não morando com os mesmos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Com uma postura ativa do Governo em parceria com o Ministério da Educação, deve-se fornecer nas escolas, aulas sobre orientação do tema discutido acima  e através de profissionais na área que clarifiquem o problema da gravidez na adolescência. Além disso, quebrar o tabu imposto pelos pais sobre o assunto contribui para que as dificuldades relatadas no filme Juno exista apenas na ficção.