Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/09/2019

O documentário “Meninas, gravidez na adolescência” retrata as dificuldades que garotas menores de idade enfrentam durante e após a gestação. No Brasil a gestação por jovens não é combatida como deveria, visto os seus altos índices, principalmente em regiões mais pobres e causam diversos problemas na área da saúde. Assim sendo, a problemática deve ser considerada questão de saúde pública, como também uma consequência da falta de orientação educacional.

Em primeira análise é válido mencionar que a gravidez na adolescência pode gerar diversos danos à saúde tanto da gestante quanto do feto. De acordo a Organização Mundial da Saúde, mulheres abaixo dos 21 anos não têm seu corpo totalmente desenvolvido para suportar a gestação, correndo vários riscos, como má formação fetal e maior risco de infecção durante o parto. Ainda de acordo com a OMS, 200 mil jovens morrem por dia no mundo em decorrência do parto. Com isso, é inadmissível que o Brasil não trate a gestação por jovens como uma prioridade, que deve ser combatida.

Outrossim, é também importante salientar que a falta de educação sexual e orientação contraceptiva é a principal causa da gravidez indesejada na adolescência. De acordo com o IBGE, 22% dos partos no Brasil são feitos com mulheres menores de 20 anos, desse total, 70% são residentes de regiões pobres, e não tinham ou tiveram pouco acesso à informação sobre anticoncepcionais. A educação sexual no Brasil ainda é considerada um tabu, não sendo praticada em todas as escolas e não sendo difundida nas comunidades. Sendo assim, é incontestável a participação das escolas na resolução do problema.

Portanto, mediante aos fatos supracitados, fica evidente que o Brasil necessita de melhores medidas voltadas à prevenção da gravidez por adolescentes. O Ministério da Educação, deve difundir nas escolas a educação voltada a sexualidade e métodos contraceptivos principalmente em locais com educação precária, como periferias e áreas rurais. Por meio de inclusão dessas matérias no cronograma escolar e palestras com especialistas em ginecologia e adolescentes que passaram pelo problema, a fim de conscientizar e aconselhar os adolescentes sobre os riscos e as dificuldades que a gravidez prematura causa.